Tudo à descarada

E hoje, em pleno pseudo feriado, os chefes não estando no escritório mas 90% dos empregados sim, uma das minhas colegas eclipsa-se ao almoço… e não volta o resto do dia.

Esta é a pessoa que já mandou uma berlaitada a alto e bom som quando eu estava a sair às 18h, há uns tempos atrás. E a mesma pessoa que bufa por todos os lados e anda sempre de um lado para o outro a demonstrar trabalho, lá está, quando há chefes por perto.

Está bem que há dias em que uma pessoa não está motivada, e hoje foi um desses dias para mim e para a maior parte de nós. Mas faltar à descarada uma tarde inteira porque não há chefes… mete dó.

É de mim…

Ou, a nível profissional, já está tudo tresloucado por causa do Natal?

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Nas últimas duas semanas só tenho ouvido:

“Isto tem máxima prioridade para lançarmos antes do Natal”

“Antes do Natal temos de ter fechado X Y e Z”

A malta que lida com cliente / pessoas de fora também nota que se diz / faz mais merda que o normal (por exemplo mandar-nos problemas sem verificar primeiro se é do lado deles).

Não percebo o nervosismo que se instala colectivamente nesta altura. Uma coisa era quando trabalhava numa agência de marketing em que efectivamente havia mais trabalho nesta altura (tal como havia na Páscoa, no regresso às aulas, etc.).

Aparte disso, é só uma estupidez.

Karma

A minha equipa vai expandir, e a empresa tem estado a entrevistar malta.

Há dias, vem a moça dos RH falar comigo. “Acabou de acontecer uma coisa engraçada. Este rapaz de acabámos de entrevistar vem do mesmo sítio onde tu trabalhaste anteriormente.”

Para quem quiser reler a minha saga com aquele sítio, tem muito por onde escolher! Para quem quiser um resumo, foi o pior sítio onde trabalhei até hoje, desde péssimas condições de local de trabalho a salários em atraso.

Eis que a menina dos RH começa a descrever a conversa que decorreu na entrevista, que passou pelo candidato dizer que organização no trabalho actual (o meu ex local de trabalho) era nula, não havia gestão de recursos ou de contabilidade, já havia salários em atraso mais uma vez, etc.

O que me passou pela cabeça: “a sério que passou um ano e continua tudo na mesma?”

Chego então à conclusão que ela me está a contar aquela conversa toda para perceber se a história surreal que tinha sido contada na entrevista era minimamente real / passível de acontecer. Confirmei que não me espantava nada, e que eu própria tinha passado por algo semelhante há quase um ano atrás, quando cheguei a entrevista cá, e que só já depois de alguns meses a trabalhar aqui é que todas as dívidas ficaram saldadas.

Ela perguntou-me porque é que eu não tinha falado em nada disso, que ela não fazia ideia, etc etc. E eu respondi “bem, na altura tentei evitar esse assunto porque senti que não era na entrevista para um novo emprego que ia falar sobre situações que correram menos bem no emprego anterior”. Ao que ela me diz “I’m very proud of you”

Mas o ponto deste post nem é esse, embora esse seja caricato também.

O verdadeiro ponto é: o tal indivíduo entrevistado começa cá para a semana.

O meu ex-chefe qualquer dia lança uma bomba ao meu local de trabalho actual por lhe andar a roubar recursos. Isso e, aparentemente, continua a fazer a vida negra a quem cruza caminhos com ele. Depois os recursos desaparecem. É o karma.

Felizmente consegui sair daquele barco a tempo, apesar de todas as minhas reservas naquele momento.