A minha saga com “leite” vegetal

Há já uns meses que iniciei a minha saga para ficar mais próxima de ser vegetariana, e ultimamente tenho feito o esforço extra para ficar mais próxima de ser vegan, ou seja, remover os lacticínios e ovos da minha alimentação.

Amo leite. Amo queijo. Isto não é algo que seja fácil para mim. Especialmente quando todos os leites de soja e afins que tinha experimentado não me sabiam bem, de todo. Todos super doces, o de soja em particular com uma textura meia oleosa, não suportava. O Mr. IT consome o light da Alpro, que acho que já é menos doce que o normal, mas mesmo assim não consigo beber aquilo.

Um dia, perguntei a um colega do trabalho, que é vegan, que tipos de “leite” é que ele bebia, e o meu problema com as bebidas super doces. Ele falou-me então do leite de amêndoa sem açúcar da Alpro, que tem um sabor tostado.

Comprei uma embalagem para experimentar. Ao início detestei. Parecia-me super aguado, e o sabor era estranho.

Entretanto percebi que a Alpro tem também o leite de soja em versão sem açúcar. Comprei também para experimentar. Gostei mais que o de amêndoa, e comecei a beber ao pequeno almoço com flocos, alternando com o de amêndoa, que tinha de gastar.

Passam-se umas semanas, e eis que agora aprecio ambas as variantes de igual forma com os meus flocos – as almofadas All Bran de chocolate, que não são vegan, mas não dá para ser tudo de uma vez! Ao menos já consegui largar o sacana do Chocapic.

Portanto, se por acaso tiverem o meu problema com o leite de soja normal, experimentem estas versões sem açúcar. Já não bebo leite de vaca há coisa de um mês.

A minha saga com o queijo será para um outro post!

Ainda na temática vegetariana: croquetes de tremoço

Há cerca de um mês, ouvi falar d’O Talho Vegetariano, que descobri depois que é uma marca holandesa. Assim que tive oportunidade de passar numa Terra Pura, que vende produtos, fiquei a matutar o que haveria de experimentar… E como adoro croquetes, trouxe os croquetes de tremoço!

Custou-me 6,50€, se não estou em erro. Quando abri e vi que só havia 3 croquetes fiquei um pouco desiludida, mas depois percebi que são croquetes gigantes (pensem num cachorro quente, anda lá perto).

Deixei-os descongelar e só depois os fritei, houve um que se esvaiu um bocado, mas foi nabice minha. Não tem muita ciência para preparar e é rápido.

Confesso que fui um bocado a medo quando provei. Não fazei ideia do que esperar, apesar de gostar de tremoços.

Não estão a compreender. Não me soube a tremoço. Soube-me a um croquete normal, mas como se tivesse queijo, que é coisa que isto NÃO tem, porque é Vegan. Não sei que magia de tempero é que isto leva para me ter sabido a queijo, mas adorei. O exterior é super crocante quando acabado de fritar e o interior maravilhosamente cremoso.

Claro que aquecido no dia a seguir não ficou tão crocante, mas mesmo assim não perdeu tanto a graça como outros fritos que ocasionalmente faço cá em casa.

Fiquei 100% fã destes croquetes, e assim que passe por uma Terra Pura vou buscar mais, e também me irei aventurar nos outros produtos!

A estudar este livro

Que comprei ontem, com 30% na Fnac (fica a 13,16 euros), o “Cozinha Vegetariana para quem quer ser saudável”, da autora Gabriela Oliveira. Havia a versão “para quem quer poupar”, mas não tinha desconto 😛 Pelo que tenho percebido em referências neste livro, a diferença é que a versão “Para Poupar” ensina a fazer os ingredientes base deste livro, como o nosso próprio tofu, seitan, etc.

Ainda não li o livro todo, mas tenho marcado imensas receitas. São coisas simples, mas que têm óptimo aspecto. E há já algum tempo que quero reduzir a carne que consumo, por isso estou entusiasmada em pôr em prática algumas destas receitas.

Todas as receitas que já marquei como interessantes – podem ver que está a ser a loucura
Exemplo de umas sopas com óptimo aspecto e que pretendo experimentar ASAP. E a minha unha ali em baixo.

Recomendo a quem queira experimentar cozinha vegetariana. Hoje em dia, conseguimos arranjar muito boas receitas na Internet de forma gratuita, mas, honestamente, não há nada como um bom livro português que nos guie pelas bases de cada tipo de cozinha e com ingredientes que estejam facilmente ao dispôr no mercado português!