A selva do Linkedin

Recebo mensagem no Linkedin de (o que suponho ser) um recrutador, dizendo algo como:

“Estive a ver o teu perfil e acho que eras óptima para uma vaga na empresa X, podes ver no link abaixo”.

Vou a ver o link, pedem um Senior Backend Developer, Java e .NET.

Perguntam-me vocês, e então, qual é o mal?

Não faço Java há 5 anos, e nunca peguei em .NET na vida.

É ignorância? Sendo ignorância, não é requisito do emprego que têm saberem o que estão à procura? É não ler o que está no Linkedin e, no desespero, mandar a mesma mensagem a toda a gente que tenha a palavra “backend” no perfil?

Outro clássico é eu já ter posto na minha descrição de perfil “I’m not interested in working in consulting firms, thank you.”, e mesmo assim chegarem diariamente pedidos de consultoras.

Desculpem se isto parece first world problems, já que muita gente não tem acesso ao volume de oportunidades e mensagens que eu (e maioria dos ITs) recebe; mas qual o interesse dos recrutadores e gestores perderem tempo a escrever uma mensagem a alguém que diz claramente que não está interessado?

Também me faz lembrar o clássico telefonema em que a pessoa do outro lado começa a desfiar o rosário de como a empresa deles é incrível, como o projecto é incrível, sem me perguntarem antes ou me darem sequer oportunidade de dizer que não estou interessada sem antes passarem 10 minutos de monólogo. Perdem todos tempo, é desagradável.

Apoquentações capilares

Estou a largar pêlo. Antes fosse o pêlo que não interessa, é mesmo cabelo. Não sei como ainda não estou careca, tendo em conta o cabelo que tiro todos os dias dos dedos no banho e nas escovas que uso.

Aparte disso, uma parte de mim quer cortar uns 5cm de cabelo ou mais, de forma a ficar com o pescoço ao léu, algo que não acontece há 5 anos, e outra parte quer cortar o mínimo possível para ver se o cabelo finalmente cresce um pouco mais.

O drama, o horror.