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Em relação ao bullying que agora é muito falado nas notícias.

Mandam todos o bitaite que os pais não conhecem os filhos, que não comunicam com eles, que são nabos porque não conseguiram ver que os filhos andavam a levar ou a dar porrada.

Ó senhores, mas agora expliquem-me como é que os pais de hoje em dia conseguem falar com os filhos quando trabalham de manhã à noite, muitas vezes em dois empregos para conseguir pagar as contas, e têm de meter os miúdos em creches, ATLs e afins quando não há avós para ficar com eles ou alternativa?

Parece-me óbvio que, com as condições para ter filhos que temos hoje em dia, os miúdos que efectivamente nascem andam aí aos caídos.

Não sou um unicórnio

Até ter vindo trabalhar para cá, havia algum espanto por eu ter o curso de Engenharia Informática, mas nada por aí além. Do género, “boa, uma moça informática”.

Aqui, parece que ainda é um burro a olhar para um palácio. Nunca me senti tão constrangida por ter a profissão que tenho, porque fazer-me lembrar todos os dias que antes de ser Informática, sou mulher. É bizarro.

Entretanto já me habituei ao estatuto de unicórnio. Não é nada que seja necessariamente mau! Gera um pouco de desconforto, inicialmente, por estar a chamar demasiado à atenção. Mas, ao menos, ninguém me passou um atestado de incompetência por ser mulher (que, imagino, seja mais comum em Mecânica e afins).