Malta jeitosa que tudo sabe

Onde raios posso encontrar fronhas de almofada de cetim?

Comprei uma vez na La Redoute, mas percebi muito rapidamente que eram de “cetim”, ou seja, para aí 5% de cetim e o resto de algodão rasca.

E lençóis de algodão bons? Em que preço costumam andar para uma cama de casal grande? Vi no outlet da Lameirinho e eram 150€ um conjunto, não consegui perceber se era caro ou o preço normal de um conjunto de cama razoável.

Sistema de quotas

Vi hoje muita gente revoltada com a lei das quotas de género, que foi aprovada hoje.

Eu era contra a ideia de um sistema de igualdade “forçada” em vez de meritocracia – e já expus aqui várias vezes a minha dúvida em se estou a ser contratada pelo meu mérito ou porque fica bonito ter nos quadros uma mulher programadora.

Mas, em Abril passado, ouvi o Pedro Pina, da Google, falar sobre o tema da diversidade em empresas.

Um dos pontos que ele salientou foi precisamente o sistema de quotas. E deu um exemplo recente o suficiente para nos lembrarmos da situação.

Nos anos 80, nos Estados Unidos, não havia classe média de afro-americanos. Havia uma minoria muito bem sucedida, mas quase exclusivamente nas áreas de entretenimento (Whitney Houston) e desporto (Michael Jordan). O restante estava na classe baixa, sem riqueza histórica (avózinhos/paizinhos ricos) nem hipótese de emprego para financiar uma boa educação, que por sua vez daria acesso a empregos melhor compensados, e, por consequência, à classe média.

Na altura, implementou-se o sistema de quotas em algumas escolas / universidades de topo para afro-americanos.

Se foi injusto para quem tinha melhores notas e ficou de fora em favor de outra pessoa? Foi. Mas, a longo prazo, foi graças a isso que se conseguiu começar a criar uma classe média, que podemos observar hoje em dia no país. E a sociedade ficou mais justa no geral.

O Pedro rematou o assunto com um “não sei se fui contratada por ser mulher, mas está na altura precisamente de ser contratada por ser mulher”.

Para mim, a apresentação dele foi “life changing”. Nunca tinha visto o problema desta perspectiva.

Claro que ainda me sinto desconfortável com a ideia de ser um número num gráfico de diversidade, mas se isso vai ajudar gerações futuras, ponho o meu ego de parte. Se criarmos condições especiais para mulheres em determinadas áreas, começará a ser mais aceite termos mais mulheres nessas áreas.

Adorei, subscrevo

You should’ve asked

Também eu tenho dificuldade em dividir a gestão da casa com o Mr. IT, sendo que o nosso caso é mais chato.

Primeiro porque, por norma, eu chego mais cedo a casa que ele. Como moro perto do escritório, às 18h30 já costumo estar em casa e orientar as cadelas. Ele, se chegar a casa às 20h30, está num dia bom.

Depois, há quase ano e meio que ele passa mais tempo fora que em casa. No pouco tempo que cá está, não faz sentido exigir trabalho doméstico. A minha casa neste momento é um one woman show, com dois diabretes a não ajudar.

Esta é uma das coisas que me assusta em eventualmente ter filhos, para além de não gostar de crianças. É que estou mesmo a prever que vou ter um colapso emocional com a quantidade de responsabilidade extra que iria ter, e que provavelmente teria de gerir tudo. E que exemplo é que isso dá às crianças?

Não sei como dar a volta a isto.