Não estão a ajudar ao ser sassy

Em relação a este post no Medium, e a outros semelhantes: 11 Things Developers Love Hearing From Non-Developer Co-Workers.

Eu também já fui um bocado assim, e reclamo q.b. aqui no blog sobre situações parvas com que me deparo no meu dia a dia.

No entanto, há muita gente (programadora) que acha que deve responder de forma sarcástica a tudo o que lhe pedem, ou nem fazer um esforço por explicar cenas às pessoas cuja área não é IT.

Só se perpetua o mito que somos uns bichos do mato, e as outras pessoas deixam de se esforçar por nos darem requisitos claros também. Prejudica toda a gente.

Quando me perguntam cenas, não as mando ir ver ao Google, a menos que me tenham perguntado 3 vezes a mesma coisa. Se o que me pedem não faz sentido, explico porquê, sem passar um atestado de estupidez a quem pergunta.

Acho que isto também ajudaria a termos uma comunidade menos tóxica no geral.

Temas musicais de um casamento

Este fim de semana, fui a um casamento onde, por vários motivos, os noivos não tiveram escolha sobre a música que passou. A dada altura, apareceu um moço com uma guitarra a dizer que ia tocar umas músicas, e algum tempo depois apareceu o noivo na nossa mesa a dizer “Eu não faço ideia quem é este gajo, só soube que ele ia tocar coisas há 5 minutos”.

Portanto, foi mais ou menos isto:

  • Quando a cerimónia de casamento acaba, o DJ de serviço mete uma versão instrumental do Hallellujah. Na altura, até me ri interiormente, porque tendo em conta que os noivos namoravam há 1000 anos, realmente foi um bocado aleluia dar-se o casamento.
  • No copo de água, o DJ vai discretamente pondo música… Até que, inexplicavelmente, sobe o volume ao ponto de não se poder conversar no momento em que começa a ser distribuído o prato de peixe. A música era o Surfin’ USA. Passado 1 minuto, voltou a música ao volume normal.
  • No prato de carne, volta o DJ a subir o volume. Honestamente, não me lembro qual era a música, mas dava para fazer ainda menos a ligação do que com o Surfin’ USA -> Peixe. Também baixou o volume passado pouco tempo. Começámos aí a desconfiar que o DJ era um bocado parvo.
  • Constatámos que o DJ desaparecia por largos períodos de tempo e que, quando estava ao computador, aparentava estar a ver um streaming de um jogo de futebol.
  • Antes das sobremesas, entra o tal indivíduo da guitarra.
  • E chegamos então ao ex libris musical. Músicas que o senhor achou que eram de valor num casamento:
    • Amiga da Minha Mulher, do Seu Jorge
    • Anel de Rubi, de Rui Veloso
    • I Will Survive (??)
  • E a cereja no topo do bolo: uma das convidadas decidiu que era este o momento para a sua audição dos Ídolos, e tentou fazer um dueto com o artista da Hallelujah (por esta altura já eu vomitava a música).
  • Dois pontos: a moça não cantava especialmente bem, e achei a coisa mais narcisista de sempre sacar de um microfone e cantar num casamento, sem ser pedido pelos noivos.  Quase tanta falta de noção como o artista a tocar música sobre adultério e fim de relações num casamento.
  • A perua foi-se embora, e o artista perguntou: “alguém tem pedidos?”. Tentei convencer alguém na minha mesa a pedir a Turbinada, mas ninguém teve coragem.

Pelo menos, ficará na memória esta selecção musical.