Pegando outra vez na temática dos jogos: Chrono Cross

O Chrono Cross é o meu jogo preferido de sempre, já o joguei mais de 5 vezes. É a sequela do famosíssimo Chrono Trigger, que ainda não joguei. Aparte de haver algumas referências no Cross ao Trigger, e o final do jogo estar muito ligado ao final do Trigger, não considerei que tivesse ficado a apanhar do ar ao ir conhecendo a história do Cross, portanto não considero obrigatório jogar o Trigger primeiro.

Porque é que adoro o Chrono Cross?

A OST, meu deus. Acima tenho a opening do jogo, que considero ser das melhores peças de sempre num videojogo. É a única OST que ouço regularmente, às vezes ponho os três discos a tocar enquanto estou a trabalhar.

Tendo em conta as limitações da PSX, a música ficou muito bem conseguida, e ilustra bem o arquipélago tropical que é o cenário do jogo.

Segundo, e apesar do jogo estar muito perto dos 20 anos, envelheceu muito bem. Claro que não há milagres e os personagens em 3D são bastante poligonais, mas não há cá peças de lego como no Final Fantasy VII – perdoem-me os fãs hardcore de Final Fantasy VII, mas não consigo jogá-lo hoje em dia, em parte porque aquilo fere os olhos e porque não suporto todo o emo e angst que se passa naquele jogo.

Os cenários de Chrono Cross são lindos, lindos, e compensam quaisquer polígonos menos polidos.

O desenho dos personagens foi também feito pelo meu artista preferido nessa área, Nobuteru Yuki, o que ajuda bastante a subir uns pontos na minha consideração!

O sistema de combate é por turnos, mas sem ser aborrecido. Quando era adolescente tinha mais paciência para o sistema de turnos clássico dos RPGs, como os dos Final Fantasy clássicos, mas hoje em dia não. No Chrono Cross nunca me aborreci.

A história também está muito bem conseguida, e considero sempre este ser o ponto mais importante em qualquer jogo. Se os personagens forem fracos – ou emos, Cloud Strife – ou a história for um cocó, não me interessa se tudo o resto for bonito, não vou gostar nem conseguir jogar. O enredo de Chrono Cross é intrigante, há dezenas de personagens para recrutar, cada um deles com a sua personalidade e passado (vá, nem todas as personagens secundárias são super interessantes, mas são mesmo muitas personagens, compreende-se porque é que não temos ali histórias profundas). Por vezes, fiquei um bocado WTF porque, envolvendo esta história dimensões alternativas e viagens no tempo, naturalmente a coisa complica-se bastante a dada altura.

Não se ouve falar muito em Chrono Cross porque só foi lançado no Japão e na América do Norte. Eu só consegui jogar na minha PSX por meio de pirataria, confesso, já que o jogo era NTSC e a minha consola era PAL – não consigo compreender o porquê destas incompatibilidades / restrições, especialmente nos dias de hoje, enfim.

No entanto, quem jogou adorou.

E eu, nos tempos que correm em que jogos bonitos não faltam, continuo a recomendar Chrono Cross aos fãs de RPGs, porque é uma obra prima.

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