Motivos pelos quais odiei a faculdade (1)

  1. PessoasComputer-nerd

Quando andava no secundário, não era uma pessoa muito social vá, porque grande parte dos colegas que tinha eram insípidos insípidos, mais quando mudei de escola no 11º ano. Aquele insípido cujo único tema de conversa era que roupa iam vestir para ir para a noite, ou a quantidade de mamas que iriam mostrar para engatar gajos. Eu sempre fui mais para o calada e virada para os computadores, portanto nesse ambiente era claramente a enjoadinha.

Quando cheguei à faculdade, passei o primeiro ano em êxtase, porque parecia que tinha encontrado ali o meu nicho de pessoas. Pessoas que sabiam do que eu estava a falar quando falava de computadores, ou que também gostavam de cultura asiática. Isso quase que não tinha acontecido antes!

Depois, claro, comecei a passar mais tempo com essas pessoas. E aí o estereótipo do informático começou a tornar-se mais evidente. Desde malta que não sabia lidar com pessoas no geral ou com mulheres no mais específico, a malta que se achava com o rei na barriga por estar num dos cursos mais exigentes do país, mesmo quando tinham notas horrorosas.

Claro que, felizmente, havia pessoas decentes e muito porreiras, algumas das quais ainda mantenho contacto hoje em dia. Não sou assim tão enjoadinha!

Mas a dada altura fiquei mesmo farta de toda a gente, e, quando acabei o curso, fiquei feliz por nunca mais ter de lidar com algumas pessoas na vida.

Por isso, quando vejo as festividades da Queima das Fitas (que terminaram ontem no Porto) e penso que, em Setembro, vai fazer 10 anos que entrei para a faculdade, não fico triste ou penso que estou velha. Fico feliz por ter cada vez mais distância temporal da instituição.

Deixar uma resposta