Resumo de uma viagem a Bruxelas

Isto foi o texto que mandei ao Mr. IT para descrever o meu fim de semana em Bruxelas, viagem romântica turned into family trip.

Não é suposto ser um roteiro para ninguém! Mas achei que era entertaining enough para vir para aqui ao estaminé.


Sexta-feira

  • O embarque atrasou-se, depois a partida também se atrasou e ficámos mais 1h40 dentro do avião, chegámos a Bruxelas à meia noite de Portugal, 1h de Bruxelas.
  • Metemo-nos num táxi, porque à 1h da manhã não nos pareceu que ia acontecer uma viagem de metro, e pagámos 50€ para chegar ao hotel. Doeu muito! Mas ao menos em 15 minutos pusemo-nos no hotel.
  • O quarto era muito agradável, as camas eram confortáveis e a casa de banho estava jeitosa. No dia seguinte descobrimos que a pressão do chuveiro não era a ideal, e havia ali umas variações na temperatura da água que eram o medo. O hotel é o NH Stéphanie, e a localização é óptima.

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Sábado

  • Fomos tomar o pequeno almoço às 8h30. O hotel estava muito bem servido de comida, gostei bastante. Estranhámos estarmos só nós e mais uma senhora no pequeno almoço, e iríamos muito em breve descobrir porquê.
  • Começámos por ir em direcção a uma feira, próxima do Palácio de Justiça. Andámos perdidas durante uma meia hora, meia hora essa em que descobrimos que:
    1. Não andava ninguém na rua, porque a malta em Bruxelas aparentemente acorda tarde para a vida (hence só uma velhinha a tomar pequeno almoço no hotel).
    2. Bruxelas tem mais Antiquários que nós temos Farmácias.
  • A dada altura demos com a feira. Mais antiguidades. É o equivalente à feira de Ladra. Viemos embora em 10 minutos, porque, tal como a feira da Ladra, só tem interesse se tiver malas Gucci em segunda mão. Não era o caso.
  • Demos com o Palácio de Justiça, ficava ao pé de um bairro social que tinha casas provavelmente melhores que o meu apartamento. Pelo menos tinham umas varandas jeitosas.
  • Por esta altura, já estamos fartas do Palácio de Justiça.
  • Andámos meias perdidas ali na zona até darmos com um elevador que nos levava para a frente do Palácio de Justiça. Estava difícil pôr distância entre nós e o Palácio de Justiça.
  • Por acaso, demos com uma avenida principal (Toison d’Or Avenue), porque por acaso eu vi uma vitrine da Tiffany’s (marca de diamantes) e quis ir ver.
  • Descobrimos todo um mundo de lojas, e a partir daí meio que cagámos no plano que tínhamos feito nas semanas anteriores, e começámos a ir a lojas loucamente.
  • Começámos a ir em direcção ao centro, demos com uma zona que tinha lojas de chocolates e afins, comprámos macaroons.
  • Entretanto eram 12h30 e tínhamos visto uma casa de bifes com bom aspecto na Toison d’Or, voltámos para trás e almoçámos. Os bifes estavam impecáveis, foi no Brussels Grill.
  • Depois do almoço, andámos perdidas outra vez para ir dar à zona da Gare Central.
  • Eventualmente demos com o Museu da Banda Desenhada, que era engraçado mas não era nada de especial. A Irmã Não IT estava mais excitada com a loja do museu do que com o museu, clássico.
  • Por mero acaso, depois do museu e de andarmos perdidas mais um bocado, demos com uma avenida que SÓ TINHA LOJAS. Não me lembro agora do nome da avenida, mas era o sonho. Para além das 1000 lojas, descobrimos também que todas as pessoas que não tínhamos visto o dia todo estavam enfiadas nessa mesma avenida, parecia Santa Catarina numa tarde de Verão. Só que não era Verão e era maior.
  • Depois dessa avenida (já a começar a anoitecer), descobrimos a parte mais central e histórica da cidade, a zona da Grand Place, essa sim super gira, em contraste com as 300 lojas de antiguidades de manhã.
  • Muitas lojas girinhas, muitas casas de chocolate e edifícios giros. Gostámos muito desta parte e voltámos no dia a seguir.
  • Ao fim do dia, 18h, estava eu a falecer dos pés, começámos a ir em direcção à Avenue Louise, que era perto do hotel e onde eu sabia que havia lojas. Chegámos lá e já era um bocado tarde (as coisas fechavam às 19h). Entrámos numa ou outra coisa, depois decidimos deixar o resto para o dia seguinte. ERRADO.
  • Fomos ao Carrefour comprar uns wraps e sumo de laranja natural, voltámos para o hotel e morremos para a vida.

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Domingo

  • Acordámos mais tarde porque percebemos que nada está aberto antes das 10h nesta cidade. Saímos a essa hora do hotel.
  • Cagámos para as mega caminhadas como tínhamos feito no dia anterior, comprámos bilhete de metro para o dia todo.
  • Fomos para a Gare du Midi, onde a Irmã Não IT viu que havia uma feira. Aproveitámos para comprar os bilhetes de comboio para o aeroporto.
  • Esta feira era mais engraçada! Tinha muita comida, imensa variedade de azeitonas (?! for real), queijos e afins. Tipo Feira de Custóias.
  • Metemo-nos no metro outra vez, para ir à Avenue Louise, onde descobrimos que ao Domingo está tudo fechado. Deprimimos.
  • Desistimos da Avenue Louise e apanhámos o primeiro tram que vimos. Descobrimos que esse acabava na paragem a seguir, pelo que fizemos figura de parvas.
  • Um senhor, que descobrimos depois que era espanhol, tentou ajudar-nos mas depois já estava a ser um bocado creeps. Tivemos que o despistar.
  • Pusemo-nos no centro da cidade outra vez de tram (a zona gira do dia anterior). Andámos perdidas mais 20 minutos para dar com o museu do chocolate.
  • Demos com o museu do chocolate. O museu em si é uma seca, numa casa particular antiga. A parte interessante foi a demonstração, que é o senhor a enformar o chocolate e a falar da temperatura a que deve estar tudo. No fim provámos. Era muito bom. O senhor da demonstração ofereceu-me um chocolate extra. Fui feliz.
  • Saímos, demos mais uma volta ali pela zona, percebemos que a seguir ao almoço algumas lojas abriam. Apanhámos o metro para ir para a zona da Comissão Europeia.
  • Tirámos fotos aos edifícios, orientámo-nos para a Maison Antoine, um quiosque clássico de batatas fritas. Comemos uma dose gigante de batatas fritas com croquetes (que não era muito bons), sentámo-nos num bar que tem protocolo com o quiosque, e ficámos a comer e a descansar.
  • Demos uma volta pela zona para ver o parlamento Europeu.
  • Voltámos para a zona histórica para ver o resto das lojas.
  • Apanhámos o metro para voltar para o hotel, descansámos meia hora (até Às 16h30) e fizemos o checkout.
  • Metro para a Gare du Midi, e depois comboio. Apanhámos o anterior ao que tínhamos previsto, porque estava atrasado. Ficámos um bocado parados no meio do caminho (parecia o Alfa Pendular à Sexta-feira ao fim do dia), mas pusemo-nos depressa no aeroporto.
  • Chegámos incrivelmente cedo ao aeroporto, vimos lojas, alapámo-nos num restaurante durante 1h.
  • Depois das 20h fomos para perto das portas, descobrimos umas cadeiras chaise longue onde fomos intensamente felizes durante meia hora.
  • Anunciaram a porta, que infelizmente não ficava perto das chaise longues. Fomos para a porta e descobrimos que estava mega fila.
  • Fomos muito felizes a passar toda a gente à frente dessa mega fila, porque comprámos LUGARES PRIORITÁRIOS YEAH.
  • No avião fomos felizes porque tínhamos espaço para as pernas.
  • Casa!

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