Dia de greve

É tão bonito quando os habitantes de Lisboa se une contra as forças do mal, todo um povo direccionando o seu ódio contra apenas uma entidade, e não contra o trânsito, a EMEL, o vizinho do lado, etc.

O Metro de Lisboa. O nosso Scar. O nosso Darth Vader. O nosso Voldemort.

Para além do ódio latente a esta instituição, que se acentua em dias de greve e atingindo picos máximos nas greves de 24h, há vários fenómenos que acontecem nestes dias:

  • Malta que nunca anda de carro em Lisboa, mas que nestes dias se vê obrigada a tal, e que anda meia perdida e não há GPS que oriente;
  • Malta que não sabe andar na rua, resultando em pessoas a atirarem-se para a estrada sem ver se vêm carros – ocorrência normal, mas intensifica-se em dia de greve – pessoas que ocupam o passeio inteiro e nem um “com licença” as faz perceber que há quem queira passar, etc.;
  • Street Fighter na Carris – cheguei a ver cenas de quase pancadaria no 726, quando era a minha única rota para casa;
  • Taxistas que não têm noção – também é normal, mas em dias de greve têm mais negócio e mesmo assim reclamam com o passageiro, são mal educados e um perigo na estrada. Aliás, diria mesmo que, a seguir ao Metro e à EMEL, os taxistas devem ser a entidade mais odiada;
  • Um ambiente de “salve-se quem puder” geral.

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