Não sou um unicórnio

Até ter vindo trabalhar para cá, havia algum espanto por eu ter o curso de Engenharia Informática, mas nada por aí além. Do género, “boa, uma moça informática”.

Aqui, parece que ainda é um burro a olhar para um palácio. Nunca me senti tão constrangida por ter a profissão que tenho, porque fazer-me lembrar todos os dias que antes de ser Informática, sou mulher. É bizarro.

Entretanto já me habituei ao estatuto de unicórnio. Não é nada que seja necessariamente mau! Gera um pouco de desconforto, inicialmente, por estar a chamar demasiado à atenção. Mas, ao menos, ninguém me passou um atestado de incompetência por ser mulher (que, imagino, seja mais comum em Mecânica e afins).

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