Em defesa do Colombo

Não percebo porque há tanta gente que odeia o Colombo. Passo a vida a ouvir coisas como “se quero ir para o inferno, vou para o Colombo”, ou “nunca na vida me apanham no Colombo”.

Mas qual é o problema do Colombo? Só não gosto de lá ir ao fim de semana à tarde e em dias de jogos do Benfica; de resto, é bastante agradável. A oferta de lojas é ampla, normalmente encontro sempre lá tudo, e os corredores não são acanhados.

“Ah só gosto das Amoreiras”. Também gosto das Amoreiras, porque é um ambiente super calmo, óbvio. Quem vai às Amoreiras tem dinheiro, e normalmente não faz muito barulho nem arma confusão. O que me chateia nas Amoreiras é que as lojas que existem são pequenas e não há variedade. E o Colombo também tem o círculo interior do segundo andar, com as marcas mais de luxo.

“Ah eu gosto é de andar ao ar livre, tipo no Chiado!”. Ao fim de semana de manhãzinha, quando não está a chover, sim, é bom. Depois das 11h da manhã, já está cheio de turistas on fire, é nadar na multidão.

Não sei. Se calhar é por estar habituada ao Norteshopping, mas o Colombo enche-me as medidas.

Carteiros inconvenientes

Eu faço encomendas pela internet com bastante frequência, ao ponto dos meus colegas de trabalho se rirem quando surge o carteiro ou senhor da distribuidora e exclamam “É PARA A MISS IT”.

Como resultado dessa “experiência”, percebi que existe todo um mundo de carteiros piadolas, que gostam de mandar o seu bitaite.

Tenho dois exemplos para vocês.

Há tempos encomendei pensos higiénicos de algodão (reutilizáveis) num site que vende essencialmente coisas para bebés.

No momento da entrega, o senhor comenta “Prendas para o pequenote, não é?”, e ri-se. Eu fiquei a olhar para ele sem reacção, enquanto na minha cabeça dizia “Não, não são para o pequenote, são mesmo para o meu pipi”. Felizmente, não me saiu em voz alta.

A mais recente foi já no meu novo trabalho, em que estava a passar na entrada quando vi que o carteiro estava a tocar. Abri-lhe a porta, e ofereci-me para receber uma encomenda para um colega, que tem o mesmo apelido que eu. O carteiro pergunta-me “diga-me então o seu nome para eu registar”, eu respondo, e ele comenta “Ah, é a esposa!” “… não, não sou a esposa.”.

Quero concluir este post dizendo que não tenho nada contra os carteiros, senhores de entregas e outros serviços sejam simpáticos e tentem meter conversa, porque é a sermos simpáticos uns para os outros que a gente se entende. E estas interacções não ofendem ninguém, mas têm piada por serem mesmo inconvenientes.